sexta-feira, 14 de setembro de 2007

E A GRÉVE DOS FISCAIS CONTINUA
O Comando de Greve dos Fiscais Agropecuários de Santa Catarina, reuniu-se com os deputados federais que fazem parte da comissão de Agricultura para debater as conseqüências da paralisação. A greve completa hoje 18 dias. Segundo a Associação dos Fiscais Federais de Santa Catarina e do Comando Estadual de Greve, o governo não propôs nenhuma reunião ou negociação com a categoria. A paralisação não tem previsão para terminar. Em Itajaí, a movimentação de cargas no porto se mantém normal, mas, para o diretor de logística, Heder Moritz, a situação começará a se agravar a partir do fim de semana.A previsão, caso a greve continue, é de que tenhamos uma ocupação de 85% da área de estacionamento o que irá dificultar a mobilidade operacional dos contêineres – explicou. No Rio Grande do Sul a situação não é diferente. A cada dia avoluma-se o número de caminhões que são represados no Porto de Rio Grande e na duana de Uruguaiana pela morosidade na fiscalização dos caminhões que precisam atravessar a fronteira com produtos que foram negociados com compradores da Argentina e Chile.
CASO VANDERLEI MORESCO PROSSEGUE SENDO INVESTIGADO
O delegado de polícia da cidade de Senhor do Bom Fim, interior da Bahia, Aguinaldo Paixão, pediu ontem a colaboração do SOS Caminhoneiro nas investigações do caso Vanderlei Moresco, o caminhoneiro desaparecido em 1998, na localidade de Posto da Mata. Ele teria sido visto em Senhor do Bom Fim onde, inclusive, comprara um automóvel financiado por uma agência bancária local. Pelo menos é o que informa o setor jurídico do banco, ao constatar o atraso no pagamento de prestações do referido financiamento em nome do caminhoneiro desaparecido a 9 anos. O delegado pediu uma foto e a numeração da RG do caminhoneiro. A polícia quer saber se quem fez o financiamento bancário foi mesmo Vanderlei ou outra pessoa utilizando seus documentos.
ABASTECER FORA DO ESTADO DÁ MAIS VANTAGEM
Caminhoneiros gaúchos, principalmente os que residem em cidades próximas a fronteira com Santa Catarina estão abastecendo seus caminhões em postos daquele estado, porque a diferença de ICMS lhes dá uma vantagem de cerca de R$ 100 cada tanque cheio. "Há postos de abastecimento que temos que enfrentar fila – afirma o caminhoneiro Osvaldo Scapin, de Antônio Prado. Ele revela, ainda que, no Paraná e São Paulo eixo de carreta erguido não paga pedágio. "Só no Rio Grande do Sul isso acontece", argumenta. E quem perde em arrecadação é o próprio Estado, pois uma boa parte dos caminhões prefere abastecer nos postos de fronteira por que compensa mais pagando menos pelo combustível e pelo pedágio. O assunto chegou a ser debatido, inclusive, na Assembléia Legislativa do R.G. do Sul pelo deputado Francisco Appio que em pronunciamento na sessão desta quinta-feira, salientando que a culpa é da nossa carga tributária. "Formam-se filas e mais filas nos postos de gasolina na divisa com nosso Estado. Enquanto o óleo diesel é vendido aqui a R$ 1,92, lá é R$ 1,72". O parlamentar enfatizou que os caminhoneiros deixam o Rio Grande com um pouco de combustível no tanque para abastecer no lado de lá. "Estamos ajudando o governo de Luiz Henrique", concluiu.

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